Médico acusado de deformar rostos de pacientes é condenado a 9 anos e 10 meses de prisão

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) condenou o médico Wesley Noryuki Murakami da Silva a uma pena de 9 anos e 10 meses de prisão por crimes de lesão corporal cometidos contra nove mulheres. O profissional, acusado de deformar o rosto de pacientes durante procedimentos estéticos, respondia ao processo em liberdade, o que possibilita que ele recorra da decisão também em liberdade.

Wesley enfrentou a acusação de realizar procedimentos que resultaram em deformidades permanentes nas pacientes, afetando a integridade física das vítimas. O juiz Luciano Borges da Silva, da 8ª Vara Criminal dos Crimes Punidos com Reclusão e Detenção, afirmou que o médico estava ciente dos resultados negativos, das dores e dos transtornos causados às vítimas, mas continuou praticando as condutas lesivas.

Entre os relatos, uma paciente que buscou o médico para uma bioplastia facial, orçada em R$ 8 mil, afirmou que o procedimento deixou seu rosto inchado, com inflamação e vermelhidão. Ela enfrentou um processo de necrose no nariz, precisando contrair um empréstimo bancário para corrigir o problema. Outra paciente, grávida, desmaiou no consultório e foi informada por outro médico que o procedimento realizado por Wesley colocava em risco a vida de seu bebê.

O laudo de exame de corpo de delito concluiu que houve ofensa à integridade corporal da vítima, incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias e deformidade permanente na região nasal.

O médico poderá recorrer da decisão durante o período de liberdade concedido.

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Redação MT Política

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